COLETA DE SANGUE

 

 

Local mais indicado para coleta de sangue:

 

·         Ruminantes: veia jugular, coccígea média e mamária.

·         Equinos: veia jugular.

·         Caninos e felinos: veia jugular, cefálica ou safena lateral e safena medial.

·         Suínos: veia cava anterior, cefálica ou safena lateral.

 

PASSOS BÁSICOS PARA UMA BOA COLETA

 

·         Verificar sempre, antes da coleta, a necessidade ou não de anticoagulante e o anticoagulante a ser utilizado.

·         Verificar se o exame exige um cuidado especial com o paciente ou com a coleta.

·         Exames em que a coleta precisa ser feita em tempos diferentes, comuniquem ao proprietário e cumpra rigorosamente estes tempos.

 

variáveis pré-analíticas que podem interferir nos exames:

 

·         Relativo ao paciente: idade, raça, sexo, gestação;

·          Atividade física: imediatamente após exercício extenuante ocorrem elevações de lactato, amônia, creatinoquinase, ALT, AST, fósforo, fosfatase ácida, creatinina, ácido úrico e contagem de leucócitos. Um decréscimo pode ser observado na dosagem de albumina, ferro e sódio;

·         Dieta e tempo de jejum: quando o jejum específico para cada exame não é respeitado, pode haver interferência em muitos analitos, especialmente bilirrubina, proteína total, ácido úrico, uréia, potássio, triglicérides, fosfatase alcalina e fósforo;

·         Estresse (no momento da coleta);

·         Volume inadequado;

·         Uso do tubo com anticoagulante correto: é fundamental para preservação da amostra e a correta determinação do analito, de acordo com o especificado em cada exame. Vários analitos têm concentrações no plasma e no soro diferentes. Quando vários tubos são usados durante uma única punção, tubos sem aditivos devem ser utilizados primeiro para que se evite contaminação;

·         Hemólise: hemólise leve tem pouco efeito sobre a maioria dos exames. Hemólise significativa causa aumento na atividade plasmática da fosfatase alcalina, TGO, LDH, Potássio, magnésio e fosfato. A hemólise diminui a concentração de insulina, dentre outros.

·         Garroteamento prolongado.

 

 

 

COLETA PARA EXAMES HEMATÓLOGICOS

 

ESFREGAÇO SANGUÍNEO

 

Usado para pesquisa de hemoparasitos (Anaplasma, Babesia, Filaria, Ehrlichia e Trypanosoma), deve-se colher sangue periférico. Realizados ainda para verificar as características morfológicas dos eritrócitos, para contagem diferencial de leucócitos, contagem de plaquetas, eritroblastos.

 

Obs.: Pode ser coletado sangue em EDTA para a realização do esfregaço no laboratório, porém deve-se encaminhar o mais rápido possível para que não haja alterações morfológicas que possam comprometer o exame.

 

Como fazer um esfregaço

 

1.      Manter a lâmina horizontalmente em uma superfície plana, entre o polegar e o indicador (para ficar firme) e colocar uma pequena gota de sangue em uma das extremidades.

2.      Com uma segunda lâmina colocar o seu rebordo livre contra a superfície da primeira, em frente à gota de sangue a um ângulo de 45°. Realizar um movimento para trás de modo que entre em contato com a gota de sangue, pressionando-a até que a gota se espalhe por toda a borda da lâmina.

3.      Impelir a lâmina, guardando sempre o mesmo ângulo, em um só movimento, firme e uniforme, sem separar uma lâmina da outra. Forma-se então uma delgada camada de sangue. Deixe secar naturalmente, identifique e conserve em temperatura ambiente.

Observações

·          É conveniente fazer vários esfregaços ao mesmo tempo.

·          O esfregaço deve ser feito com sangue recém colhido sem anticoagulante.

·          A lâmina tem que estar limpa e desengordurada.

·          A gota de sangue não deve ser muito grande. Quanto maior for a gota, mais espesso será o esfregaço.

·          A distensão deve ser feita rapidamente, antes que comece a coagulação.

·          Com uma gota de tamanho adequado, a distensão medirá mais ou menos 3 cm.

·          A espessura da distensão está na dependência do ângulo formado pelas duas lâminas, da pressão exercida e da velocidade da mesma.

·          O esfregaço não deve cobrir toda a lâmina.

·          O aspecto da distensão deve ser liso e nivelado, sem ondulações, poros ou saliências.

·          A ausência de cauda prejudica a pesquisa microscópica.

·          A identificação pode ser feita diretamente na lâmina a lápis ou em etiquetas de papel.